Bill Murray, o paraíso e duas marmotas sorridentes.
Aos doze anos assisti a “O feitiço do tempo” e adorei. Adorei a marmota, o Bill Murray e todas as outras coisas ali presentes que até então não conhecia. De lá pra cá, o tempo passou – principalmente para o Bill Murray -, mas não passou o feitiço. Tá aí um filme que se pego zapeando, não troco nem ferrando. Com o perdão da palavra: é do cacete. Perdão.
No filme (quem não viu, não se preocupe: isso não é um spoiler), todo dia é o dia da Marmota – aliás, o título original. Mas nem todo dia da Marmota é igual ao outro, mesmo sendo, entende? Bem, no filme, o dia é igual para todo mundo, menos para o Bill Murray. Entendeu agora? Ok, como dizia o poeta, “... viver ultrapassa todo entendimento”, mas como gosto de ser bem elucidativo: a marmota é um bicho fofo que num determinado dia do ano sai da toca pra avisar se o inverno vai ou não continuar. Mas, acontece um feitiço (ou qualquer coisa do tipo) e o calendário resolve parar de soltar suas folhinhas bem no Dia da Marmota.
Vamos deixar o filme, enredo e as digressões de lado (senão daqui a pouco quebro a promessa e conto demais), e foquemos na idéia: imagine você viver o mesmo dia, todos os dias da sua vida. Tchã-rãn! ... Imaginou? Pronto. Era aí que eu queria chegar (mesmo levando três parágrafos). Isso pode ser assustador, tedioso ou incrível; enfim, só depende do dia. Do dia original, do dia “slide mestre”. Ué, se ele se repetirá ad aeternun, um dos três adjetivos acima também o fará. Pois que seja o melhor dia de todos os dias da sua vida, ora bolas. Quer dizer, tomara que seja o melhor dia de todos os dias da sua vida, ora essa... vai que o feitiço te pega.
Quero crer que o paraíso, o Éden, chame como preferir, seja assim: o melhor dia da sua vida; no repeat. Acontece que, de uns tempos pra cá, tenho vivido vários dias iguais para todo mundo (até para o Bill Murray), porém pra lá de especiais. Dias indeléveis, com timing e aproveitamento perfeitos, sabe? Pois é, torço para que lá em cima tenham instalado a última versão do iTunes, só pra colocar a playlist ‘Dias da Marmota’ no shuffle. Ad aeternun, é claro.
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Viva os dias da marmota,por mais que sejam iguais são sempre diferentes \o/
ResponderExcluirbjo bjo
Ahh, de volta? Adorei o texto, a construção leve e com humor.
ResponderExcluir;-)
Caramba! Eu nunca tinha visto o filme, adorei a explicação e ainda viajei, porque isso tudo me lembrou o teste que fiz para eu poder entrar no meu primeiro colégio, na primeira série. Li um texto que falava de uma cidade em que não existiam as horas. Aí tudo começava daqui a pouco, abria daqui a pouco, fechava daqui a pouco... Ok, divaguei. Mas lembrei disso, sei lá.
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